30 de janeiro de 2014
25 de janeiro de 2014
24 de janeiro de 2014
A dança da vida (parte 1)
Parece música. Aproxima-se. Ao virar da esquina…
— É mesmo uma banda! Nem de propósito! Só pode ser para nós!
Os pés, já cansados pela vida, ainda não esqueceram a dança, nem o corpo o gosto de dançar. Viver torna-se de repente um acto festivo. Apetece que dure para sempre. Lembra o delicioso final de “O amor nos tempos de cólera” de Gabriel García Márquez:
«O comandante olhou para Fermina Daza e viu nas suas pestanas os primeiros pingos de um orvalho de Inverno. Depois olhou para Florentino Ariza, o seu domínio invencível, o seu amor impávido, e ficou assustado pela suspeita tardia de que é a vida, mais que a morte, que não tem limites.
— E até quando pensa o senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? — Perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
— Toda a vida — disse.»
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