19 de outubro de 2019

Mona Lisa




Ao passar por uma loja de móveis, questionei-me: — Ir ao Louvre para quê?
Com um enquadramento tão aleatório e provisório quanto a própria existência — as costas de um frigorífico, um móvel feito só de interiores, um espelho, abat-jours de gosto duvidoso, bocados de camas e sofás — e aquela iluminação por candeeiros do mundo real, consegue-se uma integração entre a arte e a vida que nos faz repensar as duas e que não se encontra em museu nenhum do mundo.



17 de outubro de 2019

Rotundas da vida




Nas rotundas da vida, quando tantos caminhos são possíveis, há por vezes sinais que vêm ajudar-nos a escolher o sentido a seguir. Se um dia alguém se lembrar de colocar no mesmo poste uma seta para a esquerda a dizer "imperiais", lá vão regressar as crises existenciais.