Ao passar por uma loja de móveis, questionei-me: — Ir ao Louvre para quê?
Com um enquadramento tão aleatório e provisório quanto a própria existência — as costas de um frigorífico, um móvel feito só de interiores, um espelho, abat-jours de gosto duvidoso, bocados de camas e sofás — e aquela iluminação por candeeiros do mundo real, consegue-se uma integração entre a arte e a vida que nos faz repensar as duas e que não se encontra em museu nenhum do mundo.
