Este homem, ainda jovem, barbado e desgrenhado, por dentro e por fora, vociferava com fantasmas seus com que se cruzava no seu andar errático. Gritava-lhes, como quem está zangado, num francês áspero que parecia procurar um qualquer sentido no vazio, como que a mostrar-nos quão frágil é esse equilíbrio, tecido em filigrana, a que chamamos saúde mental.
8 de novembro de 2020
7 de novembro de 2020
Mudam-se os tempos...
A primeira destas fotografias, de 1995, um clássico, é de Elliott Erwitt. A segunda, de 2016, um plágio, foi feita por mim. Para qualquer plagiador que se preze, há algo de mágico em chegar mais de 20 anos depois ao mesmo local onde foi feita uma foto histórica, por um fotógrafo histórico e constatar que aquele é literalmente "o mesmo local": as mesmas pinturas, a mesma sala, o mesmo chão, a mesma iluminação e, como se isso não bastasse, também a mesma distribuição por géneros entre os visitantes. É caso para dizer "mudam-se os tempos, mas não as vontades".
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