O homo churrascus posiciona-se taxonomicamente entre o girassol e o lagarto do deserto. Distribui-se ao longo de toda a costa portuguesa, sendo mais abundante durante os meses mais quentes do ano. É comum ser avistado várias vezes ao longo do dia a espalhar com satisfação um líquido viscoso por todo o corpo, que lhe dá um aspecto peganhento e gorduroso. Mantém-se num estado vegetativo durante os dias de sol, em que só se movimenta para inverter a posição do corpo, mostrando-se mais activo durante a noite, altura em que sai para ostentar perante outros mamíferos da mesma espécie a cor adquirida durante o dia. Os estudiosos que se dedicam a observar e a registar pacientemente os hábitos e as características físicas desta espécie designam-se por mirones. Podem ser avistados por detrás dos arbustos que bordejam as arribas junto às praias oceânicas e identificam-se facilmente pela presença de uma motorizada estacionada na área circundante, mas não demasiado próxima, pelo olhar desconfiado que lançam sobre quem passa por perto e por terem as mãos normalmente ocupadas a agarrar os binóculos ou alguma outra parte do corpo.
