Foi em Tomar, no Convento de Cristo. Surpreendidos pela música que ecoava pelos claustros, os visitantes foram-se aproximando, como borboletas errantes que à noite procuram a luz. Há algo de mágico nestes momentos em que a música e os músicos nos interpelam de surpresa e que faz com que apeteça que se repitam todos os dias, em todos os lugares.
Na televisão da cafetaria passava em rodapé a notícia da morte de Gabriel García Márquez. A música que continuava a tocar lá fora passou a soar a requiem. Tinha terminado a dança da vida de quem tantas vezes numa só frase disse mais sobre a massa de que somos feitos do que muitos o fizeram durante toda uma existência. Era sexta-feira de Páscoa. Pode ter sido apenas coincidência.
Na televisão da cafetaria passava em rodapé a notícia da morte de Gabriel García Márquez. A música que continuava a tocar lá fora passou a soar a requiem. Tinha terminado a dança da vida de quem tantas vezes numa só frase disse mais sobre a massa de que somos feitos do que muitos o fizeram durante toda uma existência. Era sexta-feira de Páscoa. Pode ter sido apenas coincidência.

