11 de abril de 2014

Amor à primeira vista




Algo nos toca. De repente deixamos de ter olhos para tudo o resto. Se tivermos a sorte do nosso lado, sintonizamos no mesmo comprimento de onda e torna-se possível fazer o alinhamento entre o olho, o coração e o cérebro, de que falava Cartier-Bresson. Fixamo-nos na magia de uma visão que tentamos fazer perdurar. O que nos tocou e qual a parte de nós que se deixou tocar talvez nunca cheguemos a perceber. Assim acontece na fotografia. Assim acontece no amor à primeira vista.